Wassef diz que nunca comentou o caso Queiroz com Bolsonaro

O advogado Frederick Wassef conversou também com Andréia Sadi. Por telefone, ele disse que nunca comentou o caso Queiroz com o presidente Jair Bolsonaro e, mais uma vez, não explicou o que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro fazia na casa de Atibaia.

Andréia Sadi: O senhor emprestou a casa para ele?

Wassef: Não, porque eu não falei com o Queiroz, não tenho telefone do Queiroz, eu nunca troquei mensagem com o Queiroz. Então vamos fazer o seguinte: sobre a pauta Queiroz, eu só vou poder falar até o ponto que eu posso falar por uma questão de sigilo. Por quê? O que está por detrás dessa história envolve outras coisas que todo grande esquema, que está nessa história, que envolve as rachadinhas. Não dá para falar tudo isso agora.

Andréia Sadi: O Queiroz pulou o muro? Apareceu voando na casa do senhor? Ou foi levado por alguém?

Wassef: Não vou poder avançar ainda hoje, mas vou falar tudo com muito prazer, porque a verdade é uma coisa que você vai gostar de ouvir. Fica tranquila, tá? O que posso, por ora, te adiantar é, saiba: jamais o presidente Bolsonaro teve ciência ou conhecimento sobre qualquer coisa relacionada a Queiroz ou ao Flávio ou ao caso do Flávio. Vou dizer mais: eu sempre afirmei que o que eu trato com o presidente são assuntos jurídicos entre eu e ele, de temas dele, de casos dele. Eu não falo com o presidente Bolsonaro sobre nada do Flávio e nem de caso de Flávio. Não é só isso não, eu nunca falo nada com o presidente, eu omito de propósito e tenho por que, que também não vou poder falar hoje.

Andréia Sadi: O senhor é um homem bem informado, é claro, e viu o presidente da República falando em “live” que o Queiroz estava lá para se tratar no hospital. Como o presidente sabia disso, doutor, o senhor que é o advogado disso?

Wassef: Eu não sei como ele sabia disso, eu não passei isso pra ele. Só vou dizer o seguinte pra você: eu não falo com o presidente da República sobre nada que envolva Queiroz, Flávio Bolsonaro, rachadinha. O presidente não tem nenhum conhecimento ou acesso às informações do que eu trato no meu sigilo profissional, no meu trabalho, no tocante à investigação que tramita no Rio de Janeiro. Mas isso quero falar um pouco mais pra frente.

Andréia Sadi: O senhor teme ser preso?

Wassef: Eu?

Andréia Sadi: O senhor

Wassef: Nem um pouco, nem por um segundo. Eu nunca na vida cometi crime. Por que que eu deveria ser preso?

Fabrício Queiroz

Preso na quinta-feira (18) am Atibaia, Fabrício Queiroz visitou o Rio e Saquarema no ano passado, segundo o radialista Márcio Motta, ex-presidente regional do PSL e amigo do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos). As informações foram publicadas pelo jornal O Globo neste domingo (21).

Em entrevista à repórter Bette Lucchese, da TV Globo, neste domingo, Motta confirmou que buscou Queiroz em Atibaia e o levou ao Rio para ver a família.

“Eu realmente fiz esse percurso, foi para a casa dele no Rio”, disse Motta. “Ele ficava ali [em Atibaia] o tempo todo, por conta do tratamento, tudo, e às vezes dava uma saudade muito grande da família. Ele é um paizão. Uma pessoa que tem muito cuidado com a família”.

“Foi no ano passado”, afirmou. “No local que eu peguei foi Atibaia. A gente marcou na rua. Talvez na rua da casa”, disse ele, referindo-se ao imóvel que pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

O depoimento de Motta contradiz a declaração de Wassef, de que o ex-assessor estava há pouco tempo no escritório dele.

O radialista afirmou que conversava por telefone “frequentemente” com Queiroz e que ele estava há mais de um ano em São Paulo.

Ele também afirmou à TV Globo que Queiroz foi duas vezes a Saquarema por conta própria ver o filho jogar futebol. Ele disputou o Campeonato Carioca Sub-20 pelo clube Sampaio Corrêa.

Motta afirmou que é amigo e defensor das bandeiras da família Bolsonaro. “Minha ligação com a família de Bolsonaro é de um radialista, que se tornou amigo. E principalmente um defensor das bandeiras da família.”

Por meio da quebra de sigilo telefônico conseguida por ordem judicial, os investigadores do MPRJ tiveram acesso a um contato específico: “Motta Amigo”. As mensagens estavam no celular de Márcia Oliveira de Aguiar, cabeleireira, ex-assessora do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Alerj e mulher de Queiroz. Ela está foragida.https://fe5c9a7de4a355c587216453a8757802.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“A Marcia era aquela pessoal mais frágil do processo, juntamente com as filhas, né?, e o filho e ficou realmente sem um suporte para entrar em contato com o marido, que não estava fugido, mas precisava fazer esse tratamento”, disse Motta.

Em uma das mensagens conseguidas pelo MPRJ, Márcia diz que vai desligar o celular porque estava “chegando na nossa área”.

Motta disse que ela desligava o celular ao chegar a Atibaia. “Provavelmente, o que acontece: eles entravam em Atibaia e desligavam o celular.”https://audioglobo.globo.com/widget/widget.html?audio=305431&podcast=702&color=C4170C

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Fonte G1

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